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Centro Cultural Antonio do Pinhal
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Caminhando por Mogi
Olá, sejam bem-vindos a Mogi das Cruzes! Nossa jornada de hoje nos levará por um passeio pelo centro histórico, desvendando as marcas da presença negra na construção da identidade mogiana.

Antes de iniciarmos nosso passeio, é fundamental reconhecer que, muito antes da chegada dos colonizadores, esta terra já pulsava com a força e a sabedoria dos povos indígenas, os verdadeiros donos desta terra. A história de Mogi se entrelaça com a história de luta e resistência dos povos originários, e carregamos essa herança em nosso solo.
Conforme caminhamos pelas ruas de paralelepípedos, observem as construções ao redor. Imaginem o suor, a força e a habilidade das mãos negras que ergueram cada tijolo destas casas, igrejas e monumentos. A mão de obra escravizada africana foi fundamental para o desenvolvimento econômico de Mogi, impulsionando, em especial, os ciclos do café e da cana-de-açúcar.
Adentrando o centro histórico, podemos observar casarões coloniais que testemunharam o trabalho doméstico realizado por homens e mulheres negras. Imaginem as histórias que essas paredes guardam: alegrias, tristezas, cantos de trabalho e de esperança sussurrados em idiomas trazidos de terras distantes.
A resistência negra também se manifestava de diversas formas. A fuga da escravidão e a formação de quilombos foram atos de coragem e busca por liberdade. Aqui em Mogi, a Serra do Itapeti guarda a memória do Quilombo , um símbolo da luta contra a opressão.
Ao longo do caminho, encontraremos igrejas que, apesar de representarem o poder religioso da época colonial, também.


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Paulo Pinhal
Em dezembro de 2024, tive a honra de ser contemplado com um edital da Lei Aldir Blanc para a criação de um projeto muito especial: escrever e ilustrar a História de Mogi das Cruzes voltada para crianças do ensino fundamental.
Este é, sem dúvida, um grande desafio, mas também uma oportunidade maravilhosa que começa agora e seguirá até a conclusão do livro, prevista para agosto de 2025.
Meu objetivo com este projeto é levar essas histórias ao maior número possível de pessoas, criando uma obra que não apenas eduque, mas também encante.
Quero que professores, educadores, colegas e amigos tenham a chance de conhecer e divulgar essas histórias junto às crianças, fortalecendo o elo entre nossa rica história e as novas gerações.
Essa é a minha contribuição para valorizar o passado e inspirar o futuro de Mogi.

Coloque nos comentários a entrevista que você fez do livro.
Assim que possível ela se torna parte da história do livro.
obrigado.
CICLOVIA LESTE-OESTE
Texto: Paulo Pinhal
Estamos vivendo um momento no qual a certeza que já tínhamos, hoje com a Pandemia deixou exposto com maior intensidade. Nosso Transporte Coletivo não funciona e nosso sistema de transporte esta ultrapassado.
Se considerarmos a que a cidade cresceu e suas ruas e avenidas só esticaram e não se alargaram, o colapso é uma questão de tempo.
Neste momento com o inicio do pós confinamento e com o vírus a solta assistimos o mundo todo se voltar para a mobilidade focando nas bicicletas que são transportes que alem de sua função de ir e vir, também ajuda na qualidade do ar e na saúde de quem a usa.
Um levantamento sobre acidentes no transito feito por uma comissão de funcionários públicos e civis, para estabelecer os números de radares na cidade em 2003, acabou mostrando um problema que é a situação dos ciclistas.
Na época chegamos à conclusão que o ciclismo urbano deveria ter uma atenção especial, pois contingente de acidentes era grande tendo em vista que a cidade não tem vias projetadas para o ciclista, e estes dividem os espaços urbanos com carros, motos e pedestres.
O Artigo que escrevi em conjunto com o Engenheiro Moacyr Machado Cardoso em 2002, para uma Revista Científica da UNICSUL – Universidade Cruzeiro do Sul, sendo publicado parte pelo Jornal Diário de Mogi e mostrado os problemas pela TV Diário, culminaram com a implantação de uma “tímida” ciclo-faixa que começa em algum lugar e termina em outro lugar qualquer sem conexões.
Uma estratégia operacional deveria ser feita desde 2002 quando foi detectado que de cada 5 acidentes com vítimas fatais, 3 eram ciclistas.
A Lei 13.724/18 em seu 5 artigo estabelece “Nas cidades com mais de quinhentos mil habitantes, as ações do PBB,(Programa Bicicleta Brasil), devem ser compatíveis com o que determina o plano de transporte urbano integrado, exigido pelo art. 41 da Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto da Cidade), no qual deverão estar previstas, obrigatoriamente, a implantação de ciclovias e a promoção do transporte cicloviário.”
Mogi das Cruzes, já ultrapassou os 500 mil habitantes e o Plano de Mobilidade existente não decolou nas ações que foram propostas pelos Grupos de Ciclistas que participaram do Plano. Tirando as novas Avenidas o resto esta tudo parado.

A Cidade de Mogi das Cruzes é dividida pela Estrada de Ferro. Em função disso temos viadutos, túneis, obras viárias que custaram muito e que de certa forma deixaram a cidade mais feia. Existe uma dívida moral desde a Estrada de Ferro do Norte, uma linha férrea que conectava São Paulo às cidades do Vale do Paraíba. E em 1890, esta ferrovia foi incorporada pela Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB)depois vem Rede Ferroviária Federal (RFFSA), Empresa Brasileira de Transporte Urbano (EBTU), Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Ferrovia Paulista S/A (FEPASA),finalizado com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos que nunca se interagiu com a cidade e com a paisagem. Alguns trechos da Estrada de Ferro existem muros altos que zeram as visuais para a nossa Serra do Itapety.
Um dos problemas das administrações anteriores era que a Prefeitura não tem autonomia espacial dentro da própria cidade e com o passar dos anos deixando para o transporte de cargas que é mais rentável, deixou novamente a cidade de lado e os cidadãos sem acesso a mobilidade no sentido do Vale do Paraíba. Para nós mogianos uma Estação em César já faria toda a diferença.
Estamos em época de eleição e com mudanças em todos os sentidos e o momento é oportuno para que possamos reivindicar uma faixa de 2,00 metros para a criação de uma Ciclovia, denominada como CICLOVIA LESTE-OESTE, onde teríamos a mobilidade de ter um caminho que inicia em Jundiapeba e se encerra em César de Souza.

São 15,4 km que contribuiria para o desafogamento de todo o transito da cidade, resolveria o problema de transporte coletivo e de quebra melhoraria a saúde dos praticantes.
Pensamos em uma Ciclovia com bicicletário ao longo dela, com bicicletas de alugueis, com vários pontos de apoio ao longo da Ciclovia e com toda a segurança que o ciclista deve ter.

Não é uma idéia nova e sim um é um desejo a muito tempo de vários ciclistas e que neste momento que estamos passando precisamos com urgência.
Para isto estamos iniciando um abaixo assinado e vamos solicitar para os nossos representantes políticos que se esforcem para que possamos conseguir esta faixa de 2,00 metros que hoje é subutilizada.


Pedimos para que a população mogiana abrace esta idéia e mostre a sua força. Vamos descobrir quem tem o poder de autorizar esta faixa para os cidadãos.
Os grupos de ciclistas estão se organizando para que possamos ter um número de assinaturas em pró desta obra que além de estar previsto em Lei para o Município, ajudará um grande número de pessoas.
Contamos com todos aqueles que se incomodam com o transito de Mogi das Cruzes.
Coletivo MTB – Mogi das Cruzes.
Colégio de Arquitetos
Arquiteto – Paulo Pinhal
Estagiária: Michelle Maki Hasegawa
Apoio:
BiciMogi
Rede Nossa Mogi
Originais do CECAP
O CECAP teve o seu encerramento em 20 de abril de 2020.
No entanto o trabalho que desenvolvemos nos campos das artes ainda ecoam. Deixamos muitos órfãos que tinha o CECAP como referência cultural.
Dentro do universo das artes, a música foi fundamental com o Sarau do CECAP que este ano completaria 12 anos de atividades. Neste período assistimos muitos talentos que estavam adormecidos ou esquecidos.
Por conta do isolamento social dificultou muito as atividades de alguns músicos e como transformar estes talentos em algo que possa melhorar o astral dos simpatizantes e ao mesmo tempo ser solidário com quem esta passando necessidades. Pensando nestas questões é que estamos lançando o Projeto Originais do CECAP.
Originais do CECAP
São músicos e cantores que participaram dos Saraus nos últimos anos.
Os músicos são:
Edilson na sanfona;
Gerson Meirelles na Percussão;
Borja no violão;
Valter no pandeiro;
Regina Pinhal na Voz
e participação da dupla sertaneja Carlos e DAVI
A proposta é fazer a live (Ao vivo), arrecadando recursos para ajudar os músicos e também as pessoas que estão passando por necessidade.
Quer comprando cesta básica ou crédito de celular para estudantes da periferia poder acompanhar as aulas que atualmente estão sendo feitas a distancia.
Assista a live e ajude o próximo.
Vamos ajudar ?
Para doar R$ 5,00 Clique no botão abaixo
Para doar R$ 10,00 Clique no botão abaixo
Para doar R$ 20,00 Clique no botão abaixo
Para doar R$ 50,00 Clique no botão abaixo
Para doar outro valor entre pelo whatssapp 11 9 7371 – 0471 que passamos o número a conta.
Você doando, estará ajudando artistas e as pessoas que precisam.
Forte abraço e esperamos que gostem da live.
O CECAP– Centro Cultural Antonio do Pinhal, entidade sem fins lucrativos, que vem nos últimos anos acumulando dificuldades financeiras, por ser um Território Cultural Independente, e que já esteve no final de 2019 preste a encerrar suas as atividades.
Por conta da nova ordem imposta pela Pandemia, que torna difícil a manutenção das suas atividades, pois as aulas de danças são atividades de contato e o tradicional Sarau tem em sua maioria a participação de pessoas que estão no grupo de risco de contaminação.
Por estes motivos e sem receita para manter o básico das atividades, resolvemos encerrar as atividades físicas do CECAP.
Acreditamos que o CECAP, fundado em 2006 serviu para o seu propósito, pois foi palco para vários artistas de todas as áreas: Esculturas, Pinturas, Poesias, Músicas, Teatro, Exposições variadas e Fotografias e descobrir talentos nos Saraus.
Serviu também para criar a Associação Pró Museu que desencadeou campanha resultando em nosso atual Centro Cultural de Mogi das Cruzes e em nossa Pinacoteca.
Encerramos de cabeça erguida por durar 13 anos e não usar dinheiro público.Nossos agradecimentos a todos aqueles que ajudaram a manter acesa a chama do CECAP.
O CECAP passa a ser virtual pelo endereço www.pinhal.org, onde serão registrados todos os eventos que ocorreram no período de 2006 a 2020.Gratidão a todos.
Paulo Pinhal
Curador do CECAP
Visando ajudar a situação econômica do CECAP, vários amigos e parceiros tem nos ajudados dentro de suas modalidades.
Estamos com um Bazar Solidário, Bingo, Oficinas e entre as atividades a Corrida Solidária pela Cultura.
Sob o comando do Grupo Motivação Taia , promove no próximo dia 15 de dezembro a partir das 8h00 no Centro Esportivo de Taiaçupeba corridas e caminhadas alem de outras atividades conforme segue:
Corrida de 5 e 10 Km. (Terra)
Corrida Kids
Danças
Músicas
Capoeira
Futebol
Espaço para confraternização de equipes
Espaço para Piqueniques
Praça de Alimentação
Será um evento até 17h00.
Estacionamento no SAT.
As ações da corrida ajudará a manter acesa a chama da cultura que existe no CECAP.
Correndo pelo CECAP
Dia 15/12/2019 – domingo das 08:00hs às 17:00hs.
TROFÉUS PARA GERAL E CATEGORIA 1º AO 3º MASC/FEM
Troféu para maior equipe
Corrida – piso rústico – 5 km – 10 km
R$ 45,00 sem camiseta + 1 kg de alimento
R$ 55,00, com camiseta + 1 kg de alimento
Caminhada 5km, com camiseta R$ 30,00 + 1 kg de alimento
Corrida kids, com medalha especial GRATUITA + 1 kg de alimento
Local de largada: Centro Esportivo de Taiaçupeba.
Cortesia para Equipes e Assessorias.
Para cada 10 inscrições pagas + uma gratuita.
Além da corrida haverá varias apresentações esportivas e culturais:
Capoeiras, Apresentação de Dança, Música, Praça de Alimentação e disputa da semifinal de futebol Copa Falcão.
Contato com Administrador Grupo Motivação Taiá.
Elias Lourieri – WhatsApp 9 9543 8010
Para melhores informações ou inscreva-se no link a seguir:
https://grupomotivacao-taia.business.site/
Localização pelo google maps https://www.google.com/maps/place/Centro+Esportivo+De+Taia%C3%A7upeba/@-23.677753,-46.1843814,17z/data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x94cde043ab64c443:0xbb23c4ba0ccf39ca!8m2!3d-23.677753!4d-46.1821927
O CECAP vai fechar…
O CECAP – Centro Cultural Antônio do Pinhal, Fundado em 2006, nunca teve ajuda financeira Municipal, Estadual ou Federal.
As Leis de fomentos além de engessadas não colaboram para que as atividades plenas possam ser aplicadas. São dribles ou mentiras de documentos para justificarem para o Tribunal de Contas as despesas.
Parece que o Poder Público esta ajudando, quando na verdade esta priorizando algumas atividades e criando dependências para quem se beneficia do dinheiro público.
O CECAP sempre apostou na autossustentabilidade. Todas as atividades desenvolvidas ao longo dos 12 anos ocorreram por conta das próprias atividades que são desenvolvidas e algumas delas atualmente com a concorrência desleal da Prefeitura que oferece cursos similares gratuitos para todos os cantos.
Hoje tivemos o Sarau do CECAP, atividade gratuita que existe há 11 anos e que nos motiva a continuar e para a minha surpresa, uma Professora Aposentada tirou da carteira R$ 50,00 e me deu dizendo que era para ajudar nas despesas.
Confesso que fiquei emocionado, pois mesmo tentando recusar a oferta, ela me fez ver que era um processo natural pelo fato de estar ajudando quem ajuda a promover a cultura.
É claro que com o gesto dela, me fez ver também que muita gente quer ajudar o CECAP e não sabe como fazê-lo. Acho que neste ponto, venho sendo egoísta de segurar todas as despesas sozinho, uma vez que o CECAP já é um Território Cultural da cidade e deve ter a participação da sociedade.
Prometo que daqui pra frente vamos criar oportunidades para que as pessoas possam ajudar o CECAP e que possamos voltar a criar atividades que ajudem o crescimento cultural de cada um. E vamos torcer para que o CECAP não feche.
Abraços.
Paulo Pinhal.
Nova York
Em 1998 pouca gente tinha celular, o que tínhamos era “pager” com números para ligar pelos telefones públicos. Nas Visitas Técnicas Arquitetônicas promovida pelo meu escritório tínhamos apoio, mas a comunicação era difícil.
A Karine, filha de uma severa Promotora Pública de São Paulo foi pela segunda vez na Visita Técnica. Ela arrumou um namoradinho e como falava bem o inglês, deu um jeito de sumir do grupo num Mall em New Jersey.
Depois de todo o grupo procurar por toda a parte, voltamos para o Hotel e ela estava lá. A Ana Sandim que também estava nesta viagem deu a maior dura e o grupo acabou dando uma gelada nos dias seguintes. Foi um episódio estressante.
Três meses depois, já no Brasil, recebo um telefonema da mãe da Karine. Neste momento, minhas pernas tremeram e pensei. Acho que deu zebra, a menina fujona deve estar grávida, mas agüentei firme e escutei do outro lado do fone a mãe Promotora Pública.
– Professor Pinhal! (Eu, tremendo): A Karine foi fazer uma entrevista para estágio e as Visitas Técnicas à Nova York foram um diferencial para a sua colocação. Gostaria de agradecer e pedir para o Senhor nunca deixe de fazer as Visitas Técnicas.(ufa !).
Depois deste episódio, fiquei animado e promovi Visitas para Paris, Barcelona, Cuba e para várias cidades brasileiras, sempre levando alunos.